Jesus ou Outra Coisa Qualquer?

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COM A BÍBLIA, SEM JESUS!!!

Fico pasmado ao pensar quantos anos gastei estudando a Palavra de Deus todos os dias sem encontrar Jesus! Bem, encontrei a  verdade, mas não encontrei Jesus. Em João 14:6 lemos: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida.” Jesus é o único Caminho.

Quando temos algum problema com alguma coisa por pequena que seja, Ele é o único caminho. Não há salvação em nenhum outro  caminho – absolutamente em nenhum.

“Eu sou não apenas o Caminho, mas também a Verdade”, Jesus nos diz.  Temos abraçado uma verdade, mas não encontramos  a Verdade. Podemos ter muitas verdades, mas Ele é a Verdade para a qual todas as demais verdades apontam. Durante muitos anos procurei me satisfazer com verdades individuais em vez de com a Verdade.

Em João 10:9 Cristo disse ainda: “Eu sou a Porta.” Em outras palavras, vocês precisam vir através de Mim. Quando tentamos entrar no Reino por meio de outros caminhos, podemos parecer muito bons e enganar muitas pessoas, mas isso na realidade não efetua nenhuma mudança no meu interior. Jesus é a Porta. Ele é o único Caminho. Preciso entrar através desta Porta todos os dias.

Esse é o Evangelho. Isso não é simplesmente boas-novas; são novas absolutamente fabulosas! Significa que não preciso continuar vivendo a mentira do professo cristianismo. Posso ter salvação para mim mesmo, através dEle; mas unicamente através dEle. Em João 6:51 Jesus nos diz: “Eu sou o Pão Vivo.” Só Ele pode me sustentar.  Não podemos ser sustentado com nenhuma outra coisa. Ele é a vitalidade da vida. Ele é o Evangelho.

Lemos em João 15:5: “Porque sem Mim (absolutamente) nada podeis fazer.” Ele almeja que todos nós experimentemos a vida como Ele viveu. Jesus era e é a expressão viva do verdadeiro amor. I João 4:8 afirma: “Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor.” Esse critério não é o amor fraco, interesseiro, que durante muitos anos era o único que eu entendia. Esse é um amor muito além da formação humana. É um amor por outros que se estende tão além de nossa débil compreensão que me desafia até o dia de hoje.

Por que estou partilhando esses textos? Porque talvez você, exatamente como eu, tenha gasto muitos anos  fazendo do evangelho alguma outra coisa que não uma experiência diária, viva, momento a momento em Jesus Cristo.

O QUE O EVANGELHO NÃO É

O evangelho  não é sua frequência a igreja, não é tampouco o fato de ser membro da igreja. Não é sua reforma no regime alimentar,  nem no vestuário,  nem uma reforma na educação ou ensinar os próprios filhos em casa. O evangelho não tem a ver com viver no campo e, certamente, também não é nossa compreensão da verdade. Nem  tampouco tem o evangelho a ver com nossa fidelidade em dar estudos bíblicos, nosso conhecimento de profecias, nossos esforços  evangelísticos ou nossa defesa da verdade.

Todas essas coisas, que são corretas em si e por si mesmas, podem se tornar e têm se tornado um substituto para a habitação de Jesus no coração humano, e essa, meus amigos, é a razão por que ainda estamos aqui, porque ainda não fomos para o Céu e porque temos tantos problemas com os outros apesar de nosso vasto conhecimento das coisas espirituais. Nós nos tornamos exatamente como a nação judaica da antiguidade.  Seus líderes e seu povo possuíam  todos os elementos externos e faziam  dessas coisas externas seu evangelho. Na realidade, o que eles tinham?

Nada.

No livro O Desejado de Todas as Nações, pág. 477 e 478, assim o coloca: “Jesus é a porta do redil de Deus. Por essa porta acharam entrada todos os Seus filhos, desde os mais antigos tempos. …  Muitos têm vindo apresentando outros objetos à fé do mundo; tem­-se imaginado cerimônias e sistemas pelos quais os homens esperam receber a justificação e a paz com Deus, encontrando assim entrada para Seu redil. Mas a única porta é Cristo, e todos quantos têm interposto qualquer coisa para tomar o lugar dEle,  todos quantos têm buscado entrar no aprisco por qualquer outro modo, são ladrões e salteadores.”

PERGUNTA SÉRIA

Temos nós interposto qualquer coisa para tomar o lugar de Jesus? Acredito que temos. Deixamos isso claro nos primeiros poucos minutos de conversa com outra pessoa. Qual é o assunto da nossa conversação? Hábitos de saúde? Nossa compreensão da verdade?  Da abundância do seu coração fala a boca. [Luc. 6:45]. Se qualquer outra coisa a não ser Cristo domina nossa conversa, provavelmente isso já se tornou um substituto para nossa viva ligação com o próprio Deus e, isso, amigos, é idolatria.

O próprio Jesus disse aos judeus que se orgulhavam do próprio conhecimento: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna.” João 5:39. Estavam eles examinando as Escrituras em busca de uma experiência viva em Cristo? Não!

Estavam examinando as Escrituras para saber como debater, desenvolver uma discussão, mas não para obter uma experiência viva. Estavam satisfeitos apenas com os raios da luz em vez de buscar o próprio sol!

Qual foi o resultado? Jesus declarou: “Contudo não quereis vir a Mim para terdes vida” (verso 40). O que Cristo está dizendo a você e a mim hoje?  “Você pode ter alguma coisa, pode ter encontrado algumas verdades, algumas reformas; você pode estar envolvido no evangelismo, contudo, se não tiver a Mim no coração, você não tem a vida. Você, meu precioso filho, a quem Eu amo e por quem anseio, está morto.”

Cristo é o Poder para viver a vida que as Escrituras nos indicam. Durante muitos anos procurei viver essa vida sem a ligação vital com o Poder.

Minha religião consistia de minhas reformas, meu conhecimento, minhas doutrinas e o fato de ser membro da igreja.

Em II Timóteo 3:5 lemos:“Tendo forma de piedade,  negando-lhe, entretanto, o poder.” Precisamos honestamente perguntar a nós mesmos se isso é verdade a nosso respeito. Esse Poder é encontrado em uma experiência contínua em Jesus Cristo, diariamente, a cada hora, a cada momento. No livro O Desejado de Todas as Nações, pág. 310, lemos: “Os homens podem professar fé na verdade; mas, se ela não os torna sinceros, bondosos, pacientes, dominados, tomando prazer nas coisas de cima, é uma maldição a seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo.” Veja, as próprias verdades que eu defendo, podem na verdade se tornar uma maldição para mim e para o mundo. Elas podem me tornar arrogante e autoconfiante. Podem, quando muito, fazer de mim uma virgem insensata.

PERDENDO A LUZ

Quando a princípio aceitei as Escrituras, elas eram como uma lâmpada para os meus pés. Eu as lia todos os dias. Absorvia as verdades ali contidas e dizia: “Por que ninguém nunca falou sobre isso para mim? Então, fui à casa de minha mãe, uma fervorosa católica romana, e lhe disse: “Mamãe, a senhora sabia que não se deve batizar crianças? E a senhora sabia que não se deve beber? E que não precisamos confessar nossos pecados ao padre? A senhora sabia…?”

Será que minha mãe logo me disse: “Louvado seja Deus! Meu filho encontrou a verdade!?” Não! Eu havia encontrado a verdade, mas estava usando a mesma na minha natureza carnal.

Assim acontece em nossos dias. Temos a preciosa verdade presente, mas queremos partilhá-la em nossa natureza carnal, em vez de no espírito. Romanos 1:18 esclarece isso muito bem, falando de homens que “detêm a verdade pela injustiça”. Isso era exatamente o que ocorria comigo. Eu estava com a Bíblia dando pancadas na cabeça dos meus familiares. Eu não tinha uma experiência viva em Jesus. Não sabia por que eles não queriam aceitar a verdade.  Voltei para minha igreja e disse aos irmãos:

“Estou sendo perseguido por amor à verdade.” Será que eu realmente estava?

Não, penso que não. Estava simplesmente recebendo o resultado característico de minha rudeza e falta de consideração pelos outros.

Essa espécie de religião jamais terminará a obra. Ela fará uma obra, mas jamais terminará a obra!

“Se, porém, tu tens por sobrenome judeu, repousas na lei e te glorias em Deus; que conheces a Sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; que estás persuadido de que és guia de cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade; tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério, e o cometes? Abominas os ídolos, e lhes roubas os templos? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.” Romanos 2:17-24. Pregar a verdade e dizer que possuímos a verdade mas não viver de acordo com ela é blasfêmia. Ai de mim!

PRECISO SER HONESTO COM VOCÊ!

Preciso ser honesto com você e precisamos ser honestos conosco mesmos. Se o seu cristianismo não funciona em casa, não o exporte. Pare de exportar e comece a importar, a trazê-lo para dentro. Se você ainda não cuidou da besta que está em seu coração, pela graça de Cristo pare de falar aos outros sobre o poder da besta no fim dos tempos e, pela graça de Deus, ponha primeiro em ordem a besta no seu interior.

Se, porém, a sua religião funciona, então o que deve fazer? Levá-la ao mundo! Apocalipse 14:6 diz que devemos levar o evangelho eterno a “cada nação, tribo, língua e povo” –  se ele realmente funciona. O problema é que não há grande evidência na igreja cristã de que ele está funcionando.

Há centenas de pessoas ofendidas em nosso próprio acampamento, em todas as divisões e facções.  Nossos casamentos e nossas famílias estão se desintegrando quase que tão rapidamente como os do mundo. Estamos afastando os jovens para longe de nós por causa de nossa hipocrisia. A maior parte das pessoas em nossas fileiras está sofrendo – magoadas e passando por dificuldades. Mas nós ainda não aprendemos a levá-las ao Pastor para que possam ser curadas. Todos nós somos culpados de negligência criminal: “A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes.” Ezequiel 34:4.

Se ainda não aprendemos a viver o evangelho em nosso próprio lar, o que temos para partilhar com nossos vizinhos? Absolutamente nada! Que temos para partilhar com o mundo? Nada.  Se não me dou bem com minha própria esposa; se brigas, contendas e discussões fazem parte da rotina semanal em meu lar, o que posso partilhar com outros que realmente os ajudará?

Certo casal, por exemplo, estava se aconselhando comigo e me disse:

– Estamos  dando doze estudos bíblicos.

– Louvado seja Deus – eu disse. E então olhando para o marido, perguntei:

– Como você trata sua esposa em casa?

Ele abaixou a cabeça.

Voltei-me então à esposa: – Como ele a trata em casa?

– Olha, não muito bem – respondeu ela.

Então me dirigi aos dois e perguntei:

– O que vocês estão passando aos interessados nesses doze estudos bíblicos? Estão transmitindo-lhes o evangelho?  Ou estão lhes comunicando alguma outra coisa?

UMA PERGUNTA DE VIDA OU MORTE

Precisamos começar fazendo a nós mesmos estas sérias perguntas: Que tenho para partilhar com outros que poderá transformá-los? Se meus próprios filhos não se importam, se estão constantemente discutindo e brigando, se não sabem como sujeitar a própria vontade ou como ir a Jesus e permanecer ali, então, será que minha religião tem algum valor para salvação que eu possa oferecer a outros?

Não, de maneira nenhuma!

Um sábio escritor assim observou: “Nossa religião terá pouco valor para nossos semelhantes se ela for apenas teórica e não prática.” Ser prática quer dizer que ela funciona, ela transforma minha vida. Significa que quando irritações surgem em minha vida, quando frustrações aparecem, quando o apetite e as paixões clamam, ou a inclinação e o impulso querem me controlar, ela é eficaz. Significa que busco a Jesus e digo: “Senhor, salva-me”, e submeto a Ele meu desejo ardente, passo a depender dEle e a trabalhar com Ele. Significa que meus sentimentos e emoções não mais me dominam.  Se ela não produzir efeito, não é prática.

Em Lucas 14:33 lemos: “Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser Meu discípulo.” É a disposição de permitir que Deus me tenha a cada momento de cada hora de todos os dias. Tudo que é exigido de nós é a sujeição total de nossos pensamentos, nossos propósitos e nossa vontade – tudo que temos e somos – a Deus para serem usados como Ele desejar. Isso é verdadeiro cristianismo! Tudo o mais é religião enganosa. Submissão contínua e completa, dependência absoluta, inteira sujeição, cultivada desconfiança de nós mesmos e de nossa sabedoria – isso é o evangelho, nada menos que isso.

DERROTAS À MINHA PORTA

No dia em que escrevi esta mensagem, acordei cedo e tomei tempo com Deus em oração e estudo. Por volta das duas horas da tarde, entrei na cozinha e vi meu filho mais velho, Matthew, lavando batatas que estavam muito sujas para preparar o almoço. Passei por ele em direção ao fogão à lenha para me aquecer um pouco. Algo me impressionou naquele momento: “Jim, ajude seu filho a lavar batatas.”

“O que?”, pensei, “lavar batatas! Está brincando comigo, Senhor? Eu não quero lavar batatas.”

Numa situação como essa, qual é a diferença entre a religião comum e o verdadeiro cristianismo? Com obstinação lutei mentalmente durante vários minutos.  Finalmente, me veio o pensamento: “Jim, qual é a sua decisão?”

Qual é a sua decisão, meus irmãos e irmãs? Vocês lavarão batatas? Em Gálatas 5:24 lemos: “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” Só porque sou de Cristo não quer dizer que a carne já não clama pelo controle. Significa que tenho o Poder fora de mim mesmo que pode subjugar a carne, se eu permitir que Ele o faça.

Argumentei: “Mas, Senhor, por que eu, Jim Hohnberger, um pregador de púlpito, devo lavar batatas? Isso não é degradante?”

De repente, como um raio, um texto bíblico passou por minha mente: “Quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir.” Mateus 20:27 e 28. O verdadeiro sinal de que alguém encontrou a experiência permanente em Jesus Cristo é que essa pessoa está no mundo para servir a Deus e aos homens.

Não perdemos nada ao entregar tudo a Deus – nada senão o pecado e o egoísmo. O evangelho, a partir de então, não é meramente a posse de doutrinas puras, ser membro da igreja, fazer reformas e evangelismo, mas manter uma experiência viva, diária, na pessoa de Jesus Cristo e esvaziar-se do eu. Vivemos para servir a Deus e ao ser humano –  fazendo sempre a vontade de Deus e crucificando o “eu”. Encontrar essa experiência viva é salvação e a única coisa que realmente importa. Que possamos todos encontrar essa experiência em Jesus não em outra coisa qualquer.

POR: Jim Hohnberger, www.EmpoweredLivingMinistries.org

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