O Maior Engano

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Será que a verdade pode ser uma maldição para seus possuidores e através da influência deles uma maldição para o mundo? Conheço muitas pessoas que professam a “verdade presente” e inclusive algumas que estão envolvidas em ensinar essa verdade às pessoas; mas ao encontrar-me com elas, as esposas e os filhos descubro que sua vida não está em harmonia com Deus! Os filhos são geralmente indisciplinados, desobedientes, e intratáveis. As esposas mantêm uma aparência destituída de poder. E não raras vezes a conversação do marido é negativa, apontando defeitos ou fazendo comentários de exaltação própria mesclados com um pouco de gracejo e zombaria.

ESTAMOS NOS ENGANANDO! COMO SABER?

Amigos, será que nós, como Paulo disse em Romanos 1:18, “detemos a verdade em injustiça?Se a verdade que professamos defender não nos torna, nem a nossa família, amáveis, pacientes, tolerantes, tendo a mente voltada para as coisas do Céu, bem organizados, bem disciplinados, compassivos, humildes e mansos, então podemos dizer que “é uma maldição a seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo”. – O Desejado de Todas as Nações, pág. 310.

Uma das lições mais profundas que aqueles que entre nós professam a “verdade presente” precisam aprender é que a Palavra sem uma experiência viva na própria vida é de pouco valor!

Os fariseus são os principais exemplos dos que abraçaram as ‘palavras’ ou as ‘verdades’ e ao mesmo tempo negaram a Cristo na própria vida. Cristo lhes disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna…” João 5:39.

Sua experiência cristã consiste na “teoria da verdade” enquanto a sua vida, da esposa e dos filhos negam esse poder?

Muitos de nós supomos que somos cristãos simplesmente porque concordamos com a verdade presente. Mas se não levamos a verdade para a vida prática de nossa família, como fez Jesus, eu pergunto: O que temos? A verdade, como é em Jesus, não conduz sempre o coração e a vida em conformidade com as verdades que defendemos?

Paulo disse isso muito bem em Romanos 2:21: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?”. Somente quando aprendermos a manter a “vida escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3:3) é que “terminaremos a obra”. O mero fato de declarar ou professar a verdade presente nunca realizará isso.

Amigos, será que temos ensinado a outros e deixado de ensinar a nós mesmos e a nossa própria família? Continua sendo verdade que uma família bem organizada e disciplinada fala mais em benefício do cristianismo do que todos os sermões que possam ser pregados.

Pessoas em toda parte estão dizendo: “Chega de sermões, chega de pregações; queremos ver ‘vidas escondidas com Cristo em Deus’”, famílias inteiras – pais, mães e filhos – vivendo a verdade que aceitaram, famílias completas caminhando com Deus, transformadas, não apenas em profissão de fé, mas também na vida prática do dia-a-dia.

AVISO SOLENE E REVELADOR

Fomos sabiamente advertidos de que: “O maior dos enganos do espírito humano, nos dias de Cristo, era que um mero assentimento à verdade constituísse justiça. Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade…  acompanha frequentemente o ódio pela verdade genuína, segundo se manifesta na vida…

“Os fariseus pretendiam ser filhos de Abraão, e vangloriavam-se de possuir os  oráculos de Deus; todavia, essas vantagens não os preservavam do egoísmo, da malignidade, da ganância e da mais baixa hipocrisia. Julgavam-se os maiores religiosos do mundo, mas sua chamada ortodoxia os levou a  crucificar o Senhor da glória. O mesmo perigo ainda existe!” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 309.

Amigos, o mesmo perigo continua a existir hoje. Será que temos um assentimento à verdade sem a aplicação diária em nossa vida e na vida de nossa família?

Temos conhecimento teórico “perfeito” da “verdade presente” sem ter uma vida e uma família que evitem a todo momento demonstrar a fraqueza de nossa natureza caída?

Orgulhamos-nos em possuir os oráculos de Deus, ao passo que em nossa vida e na de nossa esposa e filhos é visto egoísmo, desordem, falta de domínio próprio, irritação e autossuficiência?

Será que pensamos que somos os melhores religiosos da atualidade, quando ao mesmo tempo crucificamos o Senhor da glória mais uma vez ao dar lugar à irritação, sarcasmo, espírito de zombaria, boca crítica e tolerância para com uma casa mal governada? Se a resposta for afirmativa, estamos em sério perigo de incorrer no maior engano que poderá sobrevir ao povo de Deus, isto é, professarmos que tudo está bem, quando na vida estamos completamente errados.

É TARDE DEMAIS?

É tempo de começarmos a viver nossa fé. E se não pudermos levar a “vida  escondida com Cristo em Deus” para dentro de nossa família, tampouco poderemos levá-la a outras pessoas, pois somente podemos dar a outros aquilo que possuímos. Nossa influência retardará o trabalho. Não é que não podemos ter a “vida escondida com Cristo em Deus”, mas sim que escolhemos não viver assim.

Vamos demonstrar aos outros que essa “vida escondida com Cristo em Deus” é uma “realidade atual”, uma “experiência presente” aqui e agora. Vamos colocar nossos lares em ordem e conduzir o remanescente à vida prometida, para que a verdade não se transforme em maldição para nós e através de nossa influência maldição para o mundo.

O apóstolo Paulo colocou-o de maneira muito adequada em I Coríntios 2:4 e 5: “A minha palavra e a minha pregação, não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e, sim, no poder de Deus.”

Não é nossa correta compreensão ou profissão da verdade presente que terminará a obra, mas principalmente a demonstração disso em nossa vida e em nossa família, pois só assim se tornará uma demonstração viva do  poder prático sobre nossa vida.

Não é verdade que os atos de nossa família e nossa própria vida falam mais alto do que a mais positiva profissão da verdade? Como sofreríamos se fôssemos à casa do apóstolo Paulo e não encontrássemos sua vida em harmonia com sua pregação e seus ensinamentos! Quão desalentador e desanimador teria sido visitarmos a casa de Enoque e encontrarmos ali uma família mal governada, desorganizada e indisciplinada! Quão vazio e infrutífero teria sido seu testemunho!

POR QUE, SENHOR?

Muitos de nós, cristãos da verdade presente, nos perguntamos por que falhamos?

Mas pensemos bem, com que facilidade falamos e participamos de conversas frívolas e desnecessárias, gastando horas sem nunca pensarmos que toda nossa conversa pode estar dissipando o poder da alma e nos afastando do  Cristo que habita nos corações.

Que influência nossa conversa tem sobre nossos filhos? Que influência nossa conversa exerce sobre os que estão à nossa volta? Tiago 1:26 claramente declara: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã.” Não deveria a norma de nossa conversação ser a que Paulo tão bem expôs: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” I Coríntios 2:2.

Amigo, você já aprendeu a viver sabendo que Deus está de verdade com você a cada momento? Que nas circunstâncias mais difíceis Ele está sempre mais presente e mais próximo do que qualquer pessoa ou coisa ao seu redor? Todo nosso conhecimento da Palavra de Deus pouco nos ajudará, a menos que essas perguntas sejam respondidas e implantadas em nossa vida.

Alguém pode ser capaz de apresentar os textos da Palavra de Deus, pode estar familiarizado com todos os mandamentos e promessas nela contidos, mas a menos que sua vida esteja verdadeiramente “escondida com Cristo em Deus”, em constante dependência dEle, todo o conhecimento e profissão de fé não terão valor algum!

Muitos, mas muitos mesmo, estão deixando de imitar na vida o santo Exemplo porque estão cheios de seus próprios pensamentos, palavras, planos, sempre ativos e ocupados, mas não têm tempo ou lugar para que o precioso Jesus seja para eles um Companheiro íntimo, querido e presente. Não submetem todos os seus pensamentos, palavras, atos e planos a Ele, perguntando: “É essa a vontade do Senhor?”.

HÁ ALGUM VALOR NA VERDADE PRESENTE?

Amigos, não abandonemos a “verdade presente” que consideramos tão amada e preciosa, mas adicionemos a ela a completa rendição de nós mesmos e de nossa família.

Procuremos todos possuir a experiência viva de ter Cristo em nós, “a esperança da glória”. Colossenses 1:27.

Não deveríamos todos dizer: Chega de verdade presente sem aplicação prática?

Chega de profissão religiosa sem o poder. Chega de conhecimento sem uma experiência atual ativa, para que não sejamos culpados de viver o maior engano e no fim não recebermos o selo de Deus em nossa fronte.

Que pesar terrível eu sentiria, se depois de ministrar para milhares de indivíduos e famílias e de dirigir seminários e reuniões por todo o país, eu não fosse achado apto para receber o selo de Deus! E quão triste ficaria se muitos de meus amigos e coobreiros na obra de levar a verdade presente a esse mundo também não estivessem aptos para receber o selo de Deus! Talvez seja até pior para mim, meus amigos e coobreiros recebermos o selo de Deus se aqueles a quem amamos não o receberem.

Do mesmo modo que a verdade pode se tornar uma maldição para quem a possui, assim também a igreja pode se tornar maldição para seus seguidores e através de sua influência maldição para o mundo!

Só o pensar que a verdade ou a igreja seja maldição é o suficiente para acender a ira de uma pessoa; mas devemos ser absolutamente honestos conosco mesmos para não sermos enganados nesses tempos difíceis.

A ÁRVORE E A IGREJA

O ato de Cristo em amaldiçoar a árvore que Seu próprio poder criara, fica como aviso para todas as igrejas e todos os cristãos.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 584. Por que Cristo amaldiçoou a figueira, que representava a nação judaica, o povo escolhido de Deus? Porque Jesus nada encontrou a não ser grande quantidade de pretensiosa folhagem. Ou como o apóstolo Paulo disse: “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.” II Timóteo 3:5, ARC.

A árvore atraía a si muitas pessoas com esperança de receberem vida, mas ela não tinha vida para dar, apenas folhas pretensiosas. Quando qualquer igreja atrai seguidores a si em vez de conduzi-los a Cristo, não na teoria, mas na prática, ela está usurpando o lugar de Cristo e como resultado se torna maldição em vez de agente da graça.

Deixe-me ilustrar. Quando alguém faz uma palestra ilustrada, costuma usar um instrumento indicador para dirigir a atenção de seus ouvintes para uma área especifica do gráfico, esboço ou quadro-negro. As pessoas olham para o indicador? Não, ele é usado somente para ajudar a dirigir a atenção dos ouvintes para uma área especifica de interesse no gráfico ou esboço. O indicador pode ser uma vareta fina de mogno adornada de ouro, mas ele não satisfaz as pessoas.  Elas querem ver o que o indicador lhes mostrará.

A igreja nada mais é que um indicador que nos aponta o nosso Salvador. Ela é o instrumento de Deus para levar as três mensagens angélicas ao mundo, bem como para DEMONSTRAR a todos os homens, mulheres e crianças como ter “a vida escondida com Cristo em Deus”. Veja Colossenses 3:3.

Quando a igreja atrai as pessoas para si e o ‘foco’ se torna o apoio, a lealdade, a ligação e o engrandecimento da organização, é então que ela pode se tornar maldição. Não há organização ou igreja que já tenha salvado alguém.

Os judeus baseavam sua esperança de salvação em sua ligação com Israel. Mas Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira. Não pense que por causa da ligação com Israel vocês podem se tornar participantes da vida de Deus e herdeiros de Sua promessa. Unicamente através de Mim pode a vida espiritual ser recebida”.

A própria organização que Cristo estabeleceu, a qual tinha o propósito de mostrar ao povo a vinda do Messias prometido, foi a organização que roubou a lealdade de seus membros ao Messias, a fim de engrandecer-se e garantir o próprio bem estar.

Quão triste é que a igreja tenha crucificado Aquele a quem devia conduzir todos os homens! O mesmo perigo ainda existe hoje. Por toda parte se ouve o clamor: Apóiem a igreja; sejam fiéis à igreja; não deixem a igreja.

Mas precisamos nos perguntar: Onde estão as vozes que se preocupam se estamos permanecendo em Cristo, se temos uma viva experiência diária com Cristo?

Onde estão as vozes que se preocupam se nossas famílias estão bem governadas, disciplinadas e centralizadas em Cristo? Onde estão os que nos incentivam a conservar Cristo em nossos pensamentos, palavras e atos? Ouvimos pouco ou talvez nada disso.

Mas ouvimos muito sobre apoiarmos, frequentarmos e permanecermos em plena comunhão com a igreja. Mas se essa organização toma o lugar de Cristo, como os judeus fizeram, então ela corre o risco de torna-se maldição aos seus adeptos e através de sua influência maldição ao mundo. Cristo diz: “Eu sou a Videira.” Unicamente permanecendo ligados a Ele cada dia, cada momento é que teremos vida e salvação.

Meu apelo a você não é que abandone a igreja, mas que se una de tal modo ao Líder da igreja que através de você Ele possa despertar e reavivar Seu “indicador”. Não vamos expressar nenhuma palavra de maldição contra a  organização, mas choremos por seus pecados assim como Cristo fez sobre Jerusalém.

Nós não podemos e nem devemos dispensar a igreja, assim como não podemos abandonar a verdade. Precisamos agora dar a cada uma seu devido lugar, como um “indicador”, para ajudar a conduzir-nos a uma ligação íntima e vital com nossa única fonte de salvação, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

COMO VOCÊ REALMENTE ESTÁ?

Amigo, examine seu próprio coração, julgue sua própria trajetória. Que cada um apresente esta pergunta a si mesmo: “Tenho me apegado mais à igreja do que a Cristo? Tenho confiado mais em meu conhecimento da verdade do que em uma experiência na verdade?”.

Junto comigo assuma o compromisso de entregar tudo a Cristo – toda sua lealdade, seus pensamentos, palavras e atos. O verdadeiro evangelho só pode ser encontrado quando entregamos tudo – tudo o que temos, tudo o que somos e poderemos ser.

Deus, o grande “Eu sou”, nada reteve de nós. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.” João 3:16. “Não o deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua  natureza humana.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 25.

O Calvário demonstra que Deus nada reteve, Ele deu tudo. A cruz do Calvário é o mais incontestável argumento de amor quanto a dar tudo. Eu pergunto: O que mais Deus poderia ter dado? O que mais Deus poderia ter feito? Deus sacrificou tudo o que tinha por nossa redenção, para que pudéssemos participar da “vida escondida com Cristo em Deus”. Deus deu tudo para que pudéssemos ter tudo.

O QUE VOCÊ “FARÁ DESSE JESUS”?

Você se unirá a mim em assumir um compromisso de entregar tudo a Cristo? Comprometa-se a jamais começar o dia a menos que possa dizer como Davi: meu “coração está firme, confiando no Senhor.” Salmos 112:7, ARC. Ao ajoelhar-se, não levante a menos que saiba que Cristo está ao seu lado diariamente como seu Companheiro constante.

Você se unirá a mim no compromisso de apresentar cada pensamento, palavra e ato a Cristo, perguntando: “É essa a vontade do Senhor”?

Você educará a mente e o coração para sempre sentir a presença de Deus, e quando enfrentar provações e perplexidades permitir que suas orações ascendam a Deus dizendo: “Que poderei fazer para Te honrar, meu Deus”?

Oro para que Deus abra nossos olhos para vermos que não somos Seus filhos a menos que o sejamos inteiramente. Não podemos ser de Cristo simplesmente por professá-lo; não seremos dEle se não formos inteiramente dEle.

Tudo – e isso significa todos os nossos pensamentos, palavras e atos – deve estar consciente e continuamente sendo filtrado através de nosso Mediador antes de ser expresso.

É assim a sua experiência? Se não for, poderá ser. Você a escolherá? Se você não a escolher, então sucumbirá no “maior engano” – de ter o conhecimento, professar a verdade e ser leal à igreja, ao passo que sua vida, pensamentos, palavras e atos não estão diariamente e a cada momento “escondidos com Cristo em Deus”?

Essa vida de absoluta dependência, confiança, rendição está disponível a todos nós hoje, agora! Amigos, temos até o presente vivido de acordo com nossa própria vontade. Porque não começar hoje, pela graça do Céu, a viver plena e completamente sob a liderança de Jesus Cristo?

Você pode agora escolher uma vida pela qual Cristo será Tudo e em Todos.

Por: Jim Hohnberger, www.EmpoweredLivingMinistries.org

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